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	<title>Sobre Envelhecer</title>
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	<description>Blog sobre envelhecimento</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Jan 2026 19:20:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Sobre Envelhecer</title>
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		<title>Na balança das importâncias</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/na-balanca-das-importancias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 19:20:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>(agosto de 2024) Envelhecemos, todos os que avançam no tempo O tempo que encolhe e é ligeiro Não, ninguém pensa nisso o dia todo Nem todos os dias O pensamento chega imprevisto, sem aviso Um disparo, atropelo Encarar a própria finitude  A última temporada do seriado da nossa vida Atuar nos últimos capítulos Sabendo que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size">(agosto de 2024)</p>



<p style="font-size:16px"><br>Envelhecemos, todos os que avançam no tempo</p>



<p>O tempo que encolhe e é ligeiro</p>



<p>Não, ninguém pensa nisso o dia todo</p>



<p>Nem todos os dias</p>



<p>O pensamento chega imprevisto, sem aviso</p>



<p>Um disparo, atropelo</p>



<p></p>



<p>Encarar a própria finitude </p>



<p>A última temporada do seriado da nossa vida</p>



<p>Atuar nos últimos capítulos</p>



<p>Sabendo que o final está cada dia mais perto</p>



<p></p>



<p>Quando eu não estiver mais aqui, o mundo sem mim</p>



<p>Onde estarei? Como será se descolar dessa vida que conhecemos?</p>



<p>Será que dói? É quente ou frio? Lembrar de levar um casaquinho.</p>



<p>Para onde irá minha energia, as lembranças, sentimentos, inteligência</p>



<p>Será um blackout, um absoluto nada?</p>



<p></p>



<p>Imagino um sequência galáctica onde eu vôo</p>



<p>Reencontros e felicidade</p>



<p>Zero dor</p>



<p>Meu marido, meu amor</p>



<p>Companheiro nessas décadas finais</p>



<p>Vai ficar ou já terá ido?</p>



<p>Daí, vai me receber quando minha vez chegar?</p>



<p>Família, amigos, minha gata Mel, minhas plantas, minhas coisas</p>



<p>Tudo ficará para trás</p>



<p></p>



<p>Uma certeza: em 40 anos eu não estarei mais aqui, é fato</p>



<p>Pensamentos em trânsito</p>



<p>Eles vêm e vão</p>



<p>Melhor não pensar nisso</p>



<p></p>



<p>Envelhecer é legal, não tenha medo</p>



<p>É igual quando se é jovem &#8211; tem partes boas e partes ruins</p>



<p>Mas na velhice, tudo é pesado na &#8220;<strong>balança das importâncias</strong>&#8220;</p>



<p>Porque se o tempo é curto</p>



<p>Bora aproveitar&nbsp;</p>



<p>Sem desperdícios em “contra vontades”</p>



<p>Porque quando chegar a minha hora</p>



<p>Quero sair bem leve e elegante</p>



<p style="font-size:16px">tendo deixado boas lembranças nos meus que ficam.</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Para Gabriel</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/sobrinho-neto-e-afilhado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 21:16:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escrita livre]]></category>
		<category><![CDATA[lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[sobrinho_neto]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[tia avó]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meu sobrinho-neto e afilhado. Menino Gabriel, nasceu num repente. Deu susto em toda gente. Tinha data marcada, toda a vida organizada, mas nada! Resolveu romper a bolsa, abrir caminho por sua conta Foi uma correria, chama a médica!, toma a rota para o hospital! Eu até fiquei tonta! A família foi avisada que o guri [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size">Meu sobrinho-neto e afilhado.</p>



<p></p>



<p>Menino Gabriel, nasceu num repente. Deu susto em toda gente.</p>



<p>Tinha data marcada, toda a vida organizada, mas nada!</p>



<p>Resolveu romper a bolsa, abrir caminho por sua conta</p>



<p>Foi uma correria, chama a médica!, toma a rota para o hospital!</p>



<p>Eu até fiquei tonta!</p>



<p></p>



<p>A família foi avisada que o guri vinha com pressa</p>



<p>Alegria e reza, por toda parte</p>



<p>Pois que venha firme e forte</p>



<p>Saúde e corpo perfeitos</p>



<p>E assim que foi feito.</p>



<p></p>



<p>Nasceu no 3 de julho de 2025</p>



<p>E já foi chamado Gabriel</p>



<p>Teve o nome escolhido há tempos!</p>



<p></p>



<p>Limpa, pesa, colinho e fotos</p>



<p>Em instantes, todos viram pelo Whats</p>



<p>Gabriel tirado da barriga da mãe</p>



<p>Logo indo para os braços do pai</p>



<p></p>



<p>Foi tanta felicidade que parecia verdade: o mundo parou!</p>



<p>E o som de “viva” estourava nos ares</p>



<p>Tão lindo, pequeno e frágil</p>



<p>Logo era um chorinho vibrando na casa</p>



<p>Chorinho que diz: “não entendo mais nada!”</p>



<p></p>



<p>Agora sente frio, a luz ardendo nos olhos</p>



<p>Olhos castanhos igual jabuticaba</p>



<p>Olhos de pai, queixinho de mãe</p>



<p></p>



<p>Uma nova energia veio contigo, Gabriel</p>



<p>Tua chegada fez nova família</p>



<p>Nasceram, um pai e uma mãe</p>



<p></p>



<p>Ah, tem tanta coisa para aprenderem juntos!</p>



<p>Todos os dias, uma nova descoberta</p>



<p>Acertos e erros, mas está tudo certo</p>



<p></p>



<p>É assim que família se torna família</p>



<p>Aprendendo junto, se dando as mãos</p>



<p>No meio de alguma confusão.</p>



<p></p>



<p>A vida nunca mais será a mesma</p>



<p>E vai ser um desafio gostoso</p>



<p>Criar e educar o pequeno menino</p>



<p>Que um dia será homem, será cidadão</p>



<p>Inteligente e carinhoso, curioso e respeitoso</p>



<p></p>



<p>E eu, que tive a boa sorte de ser tia-avó e ser tua madrinha</p>



<p>Só quero poder te ver crescendo e virando gente grande</p>



<p>Por que desde o primeiro dia que te tive nos meus braços,</p>



<p>Com apenas 4 dias, eu soube:</p>



<p>“Esse guri vai ser gente boa!”</p>
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		<title>O luto fica com a gente, para sempre.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/o-luto-fica-com-a-gente-para-sempre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 20:49:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tema do luto é recorrente para mim, desde a morte repentina da minha mãe, uma experiência que me marcou intensamente. Hoje, talvez por eu estar vivendo a última parte da minha própria vida, sinto como o tempo se escassa cada vez que uma morte acontece: fulano morreu aos 89 anos, aos 93, aos 77&#8230; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O tema do luto é recorrente para mim, desde a morte repentina da minha mãe, uma experiência que me marcou intensamente. Hoje, talvez por eu estar <strong>vivendo a última parte da minha própria vida, </strong>sinto como o tempo se escassa cada vez que uma morte acontece: fulano morreu aos 89 anos, aos 93, aos 77&#8230; Estou com 64 anos.</p>



<p>É uma mistura de <strong>curiosidade e pena</strong> por estar perto do final, um final que vai chegar para todos nós, mais cedo ou mais tarde. Eu espero que seja mais tarde! Mas, sendo logo ou não, eu gosto de pensar que haverá quem lamente a minha partida, que eu tenha conseguido deixar lembranças alegres, alguma <strong>sabedoria</strong>, uma receita de bolo gostoso que alguém vai repetir e lembrar que um dia eu existi.</p>



<p>Os lutos ocupam um espaço dentro de nós — o lugar das <strong>ausências definitivas </strong>que vivemos. É luto de pai, de mãe, irmãos, avós, tios, pessoas que amamos, amigos que tivemos e pessoas que admiramos. Alguns são mais dolorosos que outros, talvez pela forma como aconteceram, talvez pela vida que compartilhamos com a pessoa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Luto é conviver com uma ausência eterna</h2>



<p>Cada ausência eterna deixa um “<strong>pacotinho de luto</strong>” com a nossa dor e as memórias daquela vida – um pacotinho cheio e um vazio gigante. Os lutos não passam nem desaparecem, eles ficam guardados no nosso coração, no <em><strong>baú de saudades. </strong></em>Lá ficam as recordações do passado que não volta, mas que, às vezes, ressurge inesperadamente — numa música, numa cena, numa data especial, num cheiro, num lugar. Nessas horas, parece que a pessoa está ao nosso lado, nosso coração aquece. É uma sensação de instantes, e se vai.</p>



<p>Como envelhecer sem que a vida se transforme num peso, com lutos que se acumulam com o tempo? Desde a ausência mais dolorosa até a mais suave, precisamos <strong>encontrar uma forma de acomodar essas dores</strong> — as dores da saudade, da falta — para seguir em frente e ser feliz, viver de verdade e plenamente. Não sendo assim, os dias passarão vazios, e a vida será mecânica, uma repetição de dias sem emoção.</p>



<p>Foi assim que senti, há algum tempo, enquanto vivia o luto pela minha mãe. Ela faleceu cedo, aos 67 anos, uma morte repentina, o coração simplesmente parou. Eu tinha <strong>tantos planos, tanto para viver</strong> com ela, mas tudo acabou numa noite de julho, em 1997. Os primeiros dias foram confusos, <strong>uma agonia insuportável</strong>. Eu tentava desviar o pensamento, focar em algo que aliviasse a dor, que disfarçasse aquela realidade.</p>



<p>Agora, olhando para trás, acho que nesses dias <strong>é assim mesmo:</strong> pesado, doloroso, confuso. Afinal, como acomodar uma ausência definitiva, sem esperança de abraçar a pessoa mais uma vez, quando não existe passagem aérea que permita um reencontro, uma última chamada de vídeo, um telefonema? Nada. Nunca mais. Só memórias queridas. Ficam as fotos, os objetos, um cheiro nos armários e nas gavetas que logo vai desaparecer. Nesses dias, tem muita dor. O meu coração ardia, literalmente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como acomodar algo tão doloroso?</h2>



<p>A vida segue seu curso e nos leva junto. Os dias simplesmente acontecem, acordamos e estamos vivos. E nos perguntamos: como viver agora? Como ter vontade de qualquer coisa com um buraco tão grande dentro de nós? </p>



<p>Pois bem, eu penso que <strong>é preciso fazer uma escolha</strong>: que pessoa eu serei daqui para frente? Quem sou eu depois dessa experiência? Posso me deixar ficar nesse buraco de dor e viver uma vida pesada, triste e dolorida. Ficar presa no passado. Eu serei essa pessoa para sempre? Um fardo amargo para mim e todos ao meu redor, uma figura opaca circulando pela Terra? A outra opção, que não é fácil, é escolher continuar e se resgatar do desconsolo, se reconstruir a partir daí para <strong>retornar para a vida com vontade</strong>. Cada um vai estar pronto a seu tempo, mas é uma escolha pessoal continuar a vida e querer ser feliz de novo.</p>



<p>Aqui, é comum <strong>sentirmos culpa</strong>: culpa por estar vivo, por rir enquanto carregamos um luto recente. É normal e inevitável. Faz parte desse reinício, quando os nossos sentimentos começam a se <strong>reorganizar</strong> em novos lugares. Seguir em frente com a vida e deixar o luto guardado num lugar especial, mais um pacotinho de luto. Essa experiência exige vontade, é como caminhar contra uma ventania, com poeira nos olhos e passos incertos, mas vai melhorar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">No final das contas, a forma de lidar com o luto é uma escolha pessoal</h2>



<p>Enfim, em qualquer idade, viver um luto, a ausência definitiva de alguém que amamos, é <strong>um desafio doído. </strong>Mas as opções de escolha são as mesmas para todos: arrastar a tristeza consigo, para sempre, ou elaborar a perda, colocar ela no saquinho, deixá-la guardadinha no peito e <strong>seguir a vida feliz e contente</strong>. É possível e <strong>é uma escolha</strong>. Não podemos, nunca, perder o <strong>interesse pela nossa vida</strong> quando uma vida “se perder”, caso contrário, vamos terminar nossos dias vivendo o luto de nós mesmos. Bora viver!</p>



<h3 class="wp-block-heading">P.S: O luto do corpo jovem perdido</h3>



<p>Recentemente, conversando com uma amiga, nós reclamávamos da <strong>pele flácida nos braços e pernas</strong>, uma coisa natural que acontece quando o corpo envelhece. Mas essa transformação do corpo, a perda de elasticidade e sustentação da pele, as rugas, as manchinhas&#8230; tudo significa dar <strong>adeus à juventude</strong>, o que não deixa de ser um luto também, <strong>o luto do corpo jovem que não volta mais</strong>. É a despedida de uma imagem que foi nossa e, agora, se foi. Ainda bem que podemos nos manter jovens na vitalidade, curiosidade e vontade de viver!</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>PELOS MEUS OLHOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Aug 2025 00:33:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="1552" src="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Garo-canto-norte-2-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-1552" srcset="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Garo-canto-norte-2-768x1024.jpeg 768w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Garo-canto-norte-2-225x300.jpeg 225w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Garo-canto-norte-2-scaled.jpeg 675w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>
</figure>



<p></p>
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		<title>Será que vai dar tempo?</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/sera-que-vai-dar-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 19:34:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que vai dar tempo? Me deparei com essa pergunta num post de uma querida amiga e ela dizia assim: “- Você também sente isso às vezes? Essa dúvida silenciosa&#8230; se vai dar tempo de viver tudo o que a gente sonha nessa vida?” Essa leitura foi como um flash estourando no meu rosto! Respondi: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Será que vai dar tempo? Me deparei com essa pergunta num post de uma querida amiga e ela dizia assim:</p>



<p>“- Você também sente isso às vezes? Essa dúvida silenciosa&#8230; se vai dar tempo de viver tudo o que a gente sonha nessa vida?”</p>



<p>Essa leitura foi como um flash estourando no meu rosto! Respondi:</p>



<p>“- Bah, sinto e muito! Depois de cruzar a linha dos 60, isso me toma sem aviso e dá uma baita ansiedade&#8230; daí é “voltar pro corpo” às custas de muita respiração consciente. Kkk”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quanto tempo é o suficiente para se viver?</h2>



<p>Quero poder passar mais tempo com os meus, escrever, fotografar, passear, conhecer pessoas e lugares, aprender mais&#8230; Existe uma quantidade suficiente de dias para se estar vivo? Por exemplo, eu poderia viver por mil anos, como uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Highlander">Highlander</a>, desde que tivesse saúde e autonomia para isso. A verdade é que não sabemos de nada e a única coisa que nós temos é o agora, esses instantes de vida pingando vida em nós. Uma hora dessas, pinga o último pingo e a gente já era&#8230; Mas, quando será o meu último pingo, será que vai dar tempo de fazer tudo que eu gostaria?</p>



<h2 class="wp-block-heading">A velocidade das mudanças nos atropela</h2>



<p>Eu existo do tempo analógico ao digital e carrego infinitas mudanças, de velocidade atropelante, que é difícil se manter à tona, nadando ou apenas flutuando. Como uma maré, as novidades vêm &#8211; com pausas breves &#8211; e espalham algo novo, de novo, sobre a gente.</p>



<p>Faço contas e sei que não estarei aqui daqui a alguns anos. É uma dura imposição do corpo. Uma imposição que vale para todo o mundo &#8211; um fato que nem todo o dinheiro do mundo pode modificar. Imagino que morri. Lamento o que não vou ver, lugares onde não vou estar, coisas que não poderei realizar com a gente que eu amo que seguirá por aqui. Penso no cotidiano acontecendo, a casa, minhas plantas, minhas coisas, a praia, dias de sol&#8230; meu amor e nossa gatinha vivendo. Sem mim.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Onde será que a gente vai parar quando tudo apaga?</h2>



<p>Como é esse voo de saída da vida? Onde será que a gente vai parar quando tudo apaga? Como dizia a Hebe Camargo, “não tenho medo de morrer, mas eu tenho uma peninha&#8230;” Eu também, Hebe! Viver é tão divino. Eu tenho é curiosidade com a morte porque eu penso que, talvez, ao morrer, a gente entenda o Tudo, o inexplicável da nossa existência. Mas isso só vou saber depois que o meu último pingo pingar.</p>



<p>O que eu sei é que nós somos parte da Natureza, e como tudo nela, tem um fim. Até a rocha mais imensa se desgasta com a água. O tempo de todos nós pinga devagar até que a caixa d’água seca. O tempo é precioso demais para a gente perder instantes de vida com o nada. Entre somas, subtrações, divisões e algumas multiplicações, eu sou feliz e vou seguir nessa “vibe” de felicidade por escolha própria. Porque se eu quiser ficar triste, conteúdo não falta.</p>



<p>Eu vou é tomar goles de coragem para atravessar o tempo que me resta, fazer a minha estrada ser florida e colorida, ensolarada, com notas musicais pipocando no ar. E, quem sabe, eu ainda consigo viver tudo o que eu sonhei nessa vida!</p>
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		<title>A Espera</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/a-espera/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 19:32:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escrita livre]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[esperança;]]></category>
		<category><![CDATA[esperar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espera, esperar, esperando Quantas vezes a vida nos deixa em modo de espera? O ar parado num dia passado.&#160; O relógio cumprindo a volta lenta dos minutos. Ele não espera. Esperar que chegue, esperar que vá Esperar que passe, que volte Esperar que leve, que traga Esperar que negue, que confirme Esperar que sinta, que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>Espera, esperar, esperando</p>



<p>Quantas vezes a vida nos deixa em modo de espera?</p>



<p>O ar parado num dia passado.&nbsp;</p>



<p>O relógio cumprindo a volta lenta dos minutos. Ele não espera.</p>



<p>Esperar que chegue, esperar que vá</p>



<p>Esperar que passe, que volte</p>



<p>Esperar que leve, que traga</p>



<p>Esperar que negue, que confirme</p>



<p>Esperar que sinta, que deixe de doer</p>



<p>Esperar que aguente, ou que rebente</p>



<p>Esperar pelo bem, ele vem?</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Es Pe Rar</h2>



<p>A Esperança anda ao lado da Espera, são amigas.</p>



<p>Mãos dadas, dentro da gente, coração espremido&nbsp;no peito angustiado.</p>



<p>À espera do melhor, da notícia boa, da virada na rua certa, aquela que nos leva de volta até a felicidade. E daí, valeu toda espera!</p>
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		<item>
		<title>É sinal que existe vida!</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/e-sinal-que-existe-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2025 23:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escrita livre]]></category>
		<category><![CDATA[apego]]></category>
		<category><![CDATA[desapego]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[memorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lascou, quebrou, sujou… é sinal que existe vida!  Era apegada a coisas, ela sabia. Mas não desde sempre. Deu-se conta ainda menina, quando percebeu que sentia quase dor por certas coisas. O blusão tricotado pela mãe, o relógio presente do pai, a bicicleta de quadro verde herdada do irmão mais velho, o broche de resina [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lascou, quebrou, sujou… é sinal que existe vida! <br></p>



<p>Era apegada a coisas, ela sabia. Mas não desde sempre. Deu-se conta ainda menina, quando percebeu que sentia quase dor por certas coisas. O blusão tricotado pela mãe, o relógio presente do pai, a bicicleta de quadro verde herdada do irmão mais velho, o broche de resina transparente com florzinhas secas dentro que foi da avó paterna. Era difícil perder algo, deixar de ter porque, para ela, coisas carregavam significado, tinham a energia dos afetos e da sua própria história.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Coisas contam nossa história.&nbsp;</h2>



<p>Coisas contam nossa história. Como o carro da família, um Dodge 52, verde com capota preta. Aquele veículo gigante era uma sala de casa e, ali, ela se divertiu &#8211; foi criança feliz. No banco traseiro, igual sofá de 6 lugares, brincava solta e livre com as duas irmãs. Voltadas para o vidro traseiro, de joelhos no enorme sofá ambulante, abanavam para quem vinha atrás &#8211; quando eram retribuídas com outro aceno, vibravam e riam! Se escondiam, mas que perigo poderia haver dentro daquela fortaleza? Nenhum, e assim seguiam fazendo graça.</p>



<p>Nesse Dodge, entre os dois bancos dianteiros, onde pai e mãe sentavam, ela cantava alto músicas inventadas de repente, um repertório que não saberia recuperar, mas que arrancava boas risadas da pequena plateia familiar. O tempo andou e o Dodge também: foi substituído por um veículo muito mais jovem, um Corcel 73.</p>



<p>Já adulta, dirigia seu próprio carro e sentia o desespero do primeiro risco na lataria. Era o fim do mundo! Calçados, bolsas, roupas, eram pequenos tesouros conquistados com o próprio trabalho. Ser pega pela chuva com sapatos novos era desolador, assim como todo tipo de acidentes que o cotidiano aplica e que vão arruinando com a aparência imaculada do que foi novo um dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Coisas sofrem com o uso e usar é viver</h2>



<p>Com o tempo, ela aprendeu que as coisas sofriam com o uso e que usar é viver. “É sinal de que há vida”, dizia para o marido. O prato lascou, a travessa quebrou. Heranças da mãe, cuidadas com a atenção de um perdigueiro, colocadas na rotina do dia a dia, expostas ao risco que o uso mais simples pode trazer. Assim foi, que ela tirou as lembranças de dentro dos armários e gavetas, tirou as lembranças de dentro de si. Louças, toalhas bordadas, panos, coisas de pai e mãe, renasceram e vieram para fora, para a vida.</p>



<p>Estava curada da dor do apego? Será que ela já não se importava mais com o que quer que acontecesse com a jarra que foi da avó, o banquinho de madeira feito pelo pai, o pano de prato com ponto cruz bordado pela mãe jovem? Não, não era cura. Era ajuste. O apego era amor contido nas coisas, era amor entranhado, lembranças que as coisas carregam, era apego às coisas que contavam a própria história, a história dela. Era bonito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Coisas não são para sempre</h2>



<p>Na maturidade erguida com observação, experiências, leituras e conversas, ela aprendeu que coisas não são para sempre, elas se perdem, se estragam, desgastam. Elas têm vida igual gente. Se ficam guardadas, são esquecidas porque não são vistas e o que não vemos não existe. Se são usadas, são úteis ou enfeitam, e brilham com a energia da história delas, nos levam no caminho de volta ao passado bom.</p>



<p>Desde então, depois desse tempo que não tem como saber a data exatamente, ela passou a usar tudo, agora, hoje mesmo, sempre. Da roupa novinha que antes ficava no armário esperando o momento certo para usar até as coisas herdadas de pai e mãe e avó e tia. Foi quase uma dança de tudo isso ao redor, num ar que era de liberdade e de agora. Uma pressa.</p>



<p>O apego já não tinha peso e dor, não tinha medo junto, o medo de perder. Porque o apego com as coisas era conexão com o passado, o passado vivo novamente, ali, sobre o balcão da sala de estar ou no broche preso na lapela. Se antes ela sofria, agora sentia paz, e sabia que cada coisa tem seu tempo, uma missão talvez. Agora sabia deixar ir e vir e se entregar ao tempo que cada coisa tem.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">“O apego deve ser laço, não corrente!”&nbsp;</h2>



<p>Então, ela entendeu que aquilo que sentia antes era um apego que acorrentava ela e as coisas. E viu que isso não era bom, porque correntes que prendem só se for um navio que atraca no cais. Queria ser leve, deixar ir. E nessa busca ela entendeu que o apego bom é o apego livre, apego que é laço de delicadeza. É verdade, nem sempre ela estava pronta para desfazer o laço do apego, assim de bate-pronto, “pá pum”. Às vezes, precisava deixar o tempo avançar mais um pouco, precisava do tempo. “Ainda não estou pronta…”, mas sabia que a hora certa chegaria e, então, aceitaria o desenlace de&nbsp; liberdade &#8211; para ela e para a coisa.&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Ser diferente.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/ser-diferente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 20:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[bullying]]></category>
		<category><![CDATA[crespa]]></category>
		<category><![CDATA[diferente;]]></category>
		<category><![CDATA[preconceitos]]></category>
		<category><![CDATA[ruiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser diferente de quem? Diferente aos próprios olhos? Aos olhos de quem? O diferente não é igual aos outros. Quando outros são maioria, o diferente se aperta, vai no sentido contrário. De que? De ideias, aparência, atitudes e comportamentos &#8211; ou tudo isso junto! Quando menina, eu me achava diferente na aparência. Tinha muitas sardas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size"></p>



<p>Ser diferente de quem? Diferente aos próprios olhos? Aos olhos de quem?</p>



<p>O diferente não é igual aos outros. Quando outros são maioria, o diferente se aperta, vai no sentido contrário. De que? De ideias, aparência, atitudes e comportamentos &#8211; ou tudo isso junto!</p>



<p>Quando menina, eu me achava diferente na aparência. Tinha muitas sardas, cabelos ruivos e crespos. Jesus, eu sobrevivi! Nesse tempo do passado, as &#8220;meninas bonitinhas&#8221; tinham o cabelo preto ou loiro, e sempre liso. Crespas alisavam os cabelos. Ruivas não tinham solução &#8211; era seguir em frente e ponto final. Até os 18 anos, pintar o cabelo estava fora de cogitação.</p>



<p>Não sofri nenhum tipo de bullying, sempre tive boas amizades e fiz parte de grupinhos na escola. Minha aparência só incomodava a mim mesma. Eu alisava meus cabelos durante a noite, enrolando todos os fios na cabeça (a gente chamava isso de &#8220;fazer uma touca&#8221;). O resultado não era nada duradouro, ainda mais para mim que atravessava quadras a pé até a escola. Em dias de neblina, o liso ia ficando pelo caminho&#8230; Aos 13 anos de idade, eu sofria com isso, achava meu cabelo horrível. Eu era ruiva e crespa. Eu era diferente! </p>



<h2 class="wp-block-heading">Voltando no tempo</h2>



<p>Agora, voltando lá nesse tempo, eu de uniforme marinho e branco &#8211; saia pregueada e camisa, sapato preto e meias brancas até os joelhos &#8211; eu era uma graça! Meus dentes da frente eram grandes, os olhos verdes claro. Eu era uma graça e não sabia. Porque eu queria ser igual a maioria, eu não queria ser diferente. Ah, se eu soubesse que o diferente é incomum, é escasso. É raro!</p>



<p>Meu ruivo era um tom de fogo apagado. Lembro de um colega de classe que era ruivo tipo um incêndio acontecendo. A turma chamava ele de &#8220;Inferno na Torre&#8221; (um filme famoso da época, 1974). Olhando de fora, a gente se divertia, mas não era &#8220;barra pesada&#8221;. Queria saber como aquele menino se sentia com aquilo&#8230; Afinal, já era uma forma de depreciar e constranger o outro &#8211; e que hoje leva o nome de &#8220;bullying&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avançando 50 anos </h2>



<p>Avança comigo 50 anos. Estamos no tempo de agora. 2025. Quando penso como é ser jovem e sofrer bullying me descalibro geral. O que faz com que um garoto ou garota se achasse no direito de atacar, julgar, diminuir e constranger o outro. Entre 10 e 15 anos, é fácil a gente ser pego pelo olhar do outro, um olhar crítico que amplia qualquer diferença &#8211; você é mais gordinho, seu cabelo é eriçado, seu nariz é grande, sua roupa, sua voz&#8230; Toda diferença serve para um <em>bullyingzinho </em>que não tem nada de inocente. </p>



<p>Esse tipo de coisa dos tempos atuais me fazem pensar &#8211; que tipo de pais essa criança teve em casa? quem educou, quem conversou, deu atenção e acompanhou o que ela pensa, faz, sofre, deseja? E em que momento as escolas perderam todo o seu foco em educar e formar cidadãos legais, gente boa, gente que sabe acolher, ser amiga, compartilhar. Parece que tudo desmoronou junto &#8211; o lar e a escola. Como foi que isso aconteceu e por quê? Isso dá uma boa e longa conversa, com certeza, mas não agora. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Sentir-se diferente </h2>



<p>Hoje eu estou com 63 anos e me sinto diferente. Não mais pelo cabelo crespo e ruivo ou pelas sardas pelo rosto e corpo. Eu me sinto diferente da maioria pelos procedimentos estéticos. Agora, ter idade e o rosto preenchido é o visual da maioria. Mas, eu sou diferente. Meu rosto está enrugado, tenho manchas e flacidez na pele. Tenho tudo o que meu corpo atravessou para chegar até aqui. Eu tentei apagar esse rosto e parecer menos velha ( leia o post: <a href="https://sobreenvelhecer.com.br/lifting-facial-voce-faria/">https://sobreenvelhecer.com.br/lifting-facial-voce-faria/</a>). Isso foi há 8 anos e o tempo seguiu fazendo o que ele faz: nos levando com ele e nos transformando.</p>



<p>Hoje, eu me sinto diferente num tempo onde a maioria das mulheres não quer ter o rosto com rugas, um &#8220;rosto de velha&#8221;. A verdade é que envelhecer é difícil. A gente precisa aceitar que fica diferente, viver fica diferente. Nossa aparência muda, nossas habilidades enfraquecem um pouco (ou muito). Não é mais como antes. É diferente. Mas, eu gosto de estar viva, ainda que seja difícil sentir as perdas e mudanças, no corpo e ao meu redor. </p>



<p>Me sinto sortuda por fazer parte de uma geração que pôde ver e viver tantas novidades, cada vez mais aceleradas, no espaço de 60 anos. Eu datilografei em máquinas com fita de tinta, depois com esferas e fita corretora, um luxo! Eu trabalhei com telex e fac-símile. Estudei em livros e bibliotecas. Caminhava no parque escutando as fitas k7 no meu Walkman. Fotografei, em rolinhos de filme, grande parte da minha história, até chegar ao smartphone &#8211; e ele faz tudo isso aí sozinho, na palma de uma mão. </p>



<p>No final das contas, a verdade é que cada um é diferente. Todos somos diferentes entre nós. Somos únicos, singulares e perfeitos nas nossas diferenças. Os outros, são os outros, e só! Se eu soubesse disso, 50 anos atrás, teria curtido muito mais ser como eu era: uma menina ruiva, crespa, coberta de sardas e diferente da maioria. Viva o diferente!</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bora viver!</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/e-imperativo-gostar-de-si/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 23:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[amorproprio]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[preconceitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bora viver&#8221;! Tá na hora de viver a paz e a tranquilidade de não ter mais medo do que não se controla. Ser o que sempre se quis e estar em lugares escolhidos. Cada um vai ter os seus perrengues, suas dores físicas ou emocionais e contratempos. Mas isso é estar vivo e, então, podemos [&#8230;]</p>
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<p>&#8220;Bora viver&#8221;! Tá na hora de viver a paz e a tranquilidade de não ter mais medo do que não se controla. Ser o que sempre se quis e <strong>estar em lugares escolhidos</strong>. Cada um vai ter os seus perrengues, suas dores físicas ou emocionais e contratempos. Mas isso é estar vivo e, então, podemos <strong>soltar as travas e viver.</strong> Escorrer pela vida em forma de cachoeira, sempre vertendo, jorrando, respingando, desenhando um caminho pela força da água &#8211; às vezes, até transbordando num lugar ou outro. Não se prendendo a <strong>nada além do acordo com a nossa felicidade.</strong></p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="600" src="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa.png" alt="pipa no céu" class="wp-image-1362 size-full" srcset="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa.png 800w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa-300x225.png 300w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
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<h2 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-ad05590d089c6c755640356b636abee3">Se deixar levar caminhos imprevistos.</h2>



<p><strong>Voar longe e mais alto</strong>, sendo pipa colorida, lampejante, brincando de fugir do vento. Leve e sem medo, riscar o céu de trajetos não lineares, amigo dos ventos e suas lufadas imprevisíveis. Dar risadas no ar! <strong>Experimentar aquilo que sempre quis</strong>, ser outra, a que se arrisca para realizar um sonho.</p>



<p>Na velhice é preciso se gostar, se cuidar com carinho igual a gente trata quem amamos. Se mimar um pouco, ou muito. Nós já andamos tanto, merecemos, e sabemos melhor do que antes, onde vale a pena gastar o <strong>tempo e energia que é só nosso. </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f77202823a2c2b3d28a883da143d4dd1">Reencontrar a si mesma.</h2>



<p>Já passou muito tempo, e o tempo só se escassa. Como nunca antes, temos a oportunidade de <strong>nos priorizar e agir a nosso favor. </strong>Um reencontro com as vontades e os sonhos que nos esperam ansiosos pra acontecerem. Faz tempo! Romper os saquinhos dos medos, das proibições. Esquecer a falta de apoio, a falta de quem te empurrasse em ajuda ou te levasse pela mão<strong> &#8220;- vai, se joga!&#8221;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-1ef77ec81babbad6517f6ba5a71564a4">O que nunca realizou, mas sempre quis.</h2>



<p>A pergunta é: o que falta na tua vida, <strong>o que sempre sonhou fazer?</strong> Tantas vezes teve vontade e deixou passar, ficou pra trás porque &#8220;não era a hora certa&#8221;. Nunca era. Ou aquilo que brotou faz pouco, foi ontem, na forma de <strong>uma nova inspiração</strong>.</p>



<p><strong>Chega de adiar</strong> o alarme do relógio e deixar pra depois. É tempo de abrir as gavetas, portas e janelas, vasculhar nas <strong>caixas e bolsos </strong>do passado e abraçar os sonhos, <strong>perdoar  aquele medo </strong>que nos direcionou pra outros lados. Escrever, dançar, cantar, estudar, plantar, pintar!</p>



<p>Vai! Vamos? Vai ser bom. E <strong>a gente merece!</strong></p>



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		<title>Sobre minha mãe, Circe.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/sobre-minha-mae-circe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 21:50:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escrita livre]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
		<category><![CDATA[saudades]]></category>
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<p>Dois de julho de 1997.&nbsp;</p>



<p>Neste dia, como sempre, saí de casa pro trabalho de manhã cedo. Fazia frio e vesti uma blusa canelada de gola alta, cor de café com leite. De frente para o espelho, no meu quarto, vi uma pequena fenda no ombro descosturada. “Putz, a blusa abriu aqui!” Minha mãe me observava, parada na porta &#8211; “Tira. Eu costuro, rapidinho”. E foi assim que essa blusa amarrou nosso último laço, últimas frases trocadas, carinho eternamente entrelaçado naqueles pontos da minha blusa.</p>



<p>Vesti a blusa, agora cerzida com precisão invisível, e saí.</p>



<p>O dia seguiu normalmente, almocei com colegas em algum restaurante e retornei ao trabalho. No fim do dia, nos reunimos em frente a um telão colocado na empresa para assistirmos ao jogo da decisão do Campeonato Gaúcho, Grêmio X Internacional. Essas confraternizações eram comuns naquela agência de propaganda onde trabalhei por mais de 10 anos.</p>



<p>Fim de jogo, o Inter foi campeão. Dei carona para dois colegas, coloquei o carro na garagem a algumas quadras de casa. Acho que eram 10 da noite. Uma caminhada tensa e alívio quando entro e fecho a porta do prédio.&nbsp;</p>



<p>Subo as escadas ouvindo um burburinho. Termino o lance que levava ao apartamento e vejo que a vizinha estava na nossa porta escancarada, luzes acesas. “O que houve?” &#8211; eu disse, preocupada.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Parece que a Circe passou mal…</p>



<p>Entrei em casa.</p>



<p>No final do corredor, meu pai ajoelhado ao lado dela, o corpo estendido no chão. Depois do impacto da cena, percebi que ele passava álcool nos pulsos dela. Que amor!!</p>



<p>&#8211; O que houve? perguntei assustada.</p>



<p>&#8211; Não sei minha filha, acho que a “mamãe” passou mal…</p>



<p>Ajoelhei ao lado dela, junto dele, fiz massagem no peito igual a gente vê nos filmes, e respiração boca a boca, mas logo vi o tom roxinho leve da pele… não era mais tempo de nada. O tempo da minha mãe se acabara ali.&nbsp;</p>



<p class="has-black-color has-white-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-f4390589e9cac85925a3da48573e1c4a">—&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p>2024.</p>



<p>É impossível percorrer a cidade sem que ela me visite. Ela aparece no ipê amarelo da avenida, nos jacarandás roxos que estão por toda a Porto Alegre, no sortimento de cores dos jardins, na conversa de passarinhos quando amanhece.&nbsp;</p>



<p>Impossível não sentir a presença dela quando me deixo boiar no balanço das ondas do mar, quando tricoto uma peça &#8211; em cada ponto, uma laçada de amor &#8211; ao cantarolar baixinho fazendo uma tarefa qualquer. Na receita do bolo de maçã e na casa arrumada, as janelas abertas e as cortinas dançando no vento. </p>



<p>Ela está em tudo isso porque ela era tudo isso. E nada disso passava sem que ela comentasse, chamando a nossa atenção. Apreciem! Era como se ela entrasse naquela visão e fosse invadida inteira por aquela presença. Eram inundações recorrentes nela.</p>



<p>Minha mãe tinha uma força de atração natural. Acho que era de tanta alegria e amor dentro dela. </p>



<p>Chorar de tanto rir era fácil. O riso escorregava dela. </p>



<p>Ela era uma mulher bonita, de olhos azuis claros metamórficos (mudavam de tom conforme a roupa). Gostava de estar com gente. Nossos aniversários eram uma festa! Ela preparava tudo com um prazer contagioso &#8211; a comida, a casa, as flores nos vasos. E era assim nos Natais e viradas de ano.</p>



<p>Ela era isso: música, cores, raios de sol desenhando a janela no tapete da sala, risos soltos voando no ar, uma árvore coberta de flores, majestosa, fincada nas nossas vidas.</p>



<p>A partida súbita e precoce da minha mãe fez um rasgo de um lado a outro, como arame farpado. Uma ausência imposta para as nossas vidas, sem a menor consideração.</p>



<p>Ela se foi, e demorou um tanto que nem sei pra eu aprender a olhar a vida sem ela, a raiz da minha própria vida.&nbsp;</p>



<p>Eu ainda estou aqui e acho que foi ela, e graças a ela, que eu soube como rearranjar as coisas que me fariam caminhar de novo. E, apesar disso tudo, até ser feliz na maior parte do tempo.</p>



<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p>Circe, minha mãe<br>Risada solta<br>Olhos azuis de balinha “Jujubas”<br>Um lar inteirinho dentro de ti</p>



<p>Circe, minha mãe<br>Desdobrada em 5 pedaços &#8211; Miguel, João Pedro, Susana, Isabel e Beatriz<br>Que sorte eu ser um deles<br>Que sorte ter sido cuidada por ti, ensinada por ti.</p>



<p>Mãe, a tua luz iluminava a escuridão, de qualquer tamanho. Ainda hoje, lembrar de ti acende essa luz, e deixa tudo melhor e mais bonito. Eu te amo e a tua falta sempre dói um pouquinho. Mas lembrar de ti como agora, enquanto escrevo aqui abrindo portas e revirando gavetas dentro de mim, eu sinto e sei que a gente tá junta pra sempre, em todo tempo e lugar.</p>



<p><em>PS: aquela blusa que ela costurou pra mim eu tenho até hoje, jamais vou me desfazer. A cada novo inverno, sempre que eu visto ela, apesar de acender uma tristeza súbita em mim, como um trovão, eu sinto que ela me abraça e daí eu fico feliz de novo.</em></p>
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