A festa que movimentou as famílias.

Dias de renovação e festa.

Semana passada foi tudo diferente. Nos preparamos para comemorar o 1º ano do nosso sobrinho-neto e afilhado, em Florianópolis/SC. Pegamos a estrada, no sábado, para passar a semana toda lá, já que a festa seria no sábado seguinte.

Foi uma “escapada”que me fez muito bem, não só pela troca de ares como, também, pelo encontro das duas famílias, a possibilidade de nos conhecermos um pouco mais, além das redes sociais. Adorei a sogra do meu sobrinho, uma pessoa vibrante, cativante. De alguma forma, me senti conectada a ela, naturalmente. Foi legal conhecer toda a família “do lado de lá”, da mãe do Gabi. Do lado de cá, pudemos nos rever e trocar abraços – meu irmão, minhas duas irmãs, meus sobrinhos, minha ex-cunhada. Enfim, laços de família que se expandiram em novas amizades.

Fora de casa e longe da rotina.

O fato de passarmos 8 dias, quase 9, fora de casa e longe da rotina, me trouxe renovação. Agora penso, cá com meus botões, que qualquer viagem, seja para o exterior ou não, nos abre “janelas” para ver o mundo com outros olhos, olhos que veem paisagens, costumes, lugares e pessoas diferentes.

A verdade é que essa viagem – apenas 470 km de distância aqui de casa – teve um efeito de zeramento na minha rotina em casa, a academia 3 vezes por semana, escrever um pouco, trabalhar no meu free lance. O que mais cansa é a rotina da casa: lavar, estender, recolher, dobrar e guardar (eventualmente, passar). E as refeições – criar o cardápio da semana, compras, preparos, lavar a louça, secar, guardar. E a limpeza da casa – passar aspirador, limpar o banheiro, esticar a cama…. Eu gosto, na realidade, de cozinhar e ter a cada organizada e limpa, mas dar uma parada nesse trabalho repetitivo é maravilhoso.

Nessa viagem, fizemos as quase todas as refeições fora de casa, exceto a maioria dos cafés da manhã. Uma saída da rotina onde até lavamos roupas numa lavanderia Self-Service.

Ilustra as refeições feitas fora de casa
Coisa boa não cozinhar por um tempo, só comer fora de casa.

E chegou o dia da festa!

O tempo não convidava para passeios, durante toda a semana – teve muita chuva, céu cinzento, mas, milagrosamente, o sol apareceu, e veio puxando um céu azul incrível, justamente no sábado, dia de festa. Obrigada, Senhor! Ele atendeu muitas preces, com certeza!

Veio gente de todos os lados, para abraçar os pais e desejar tudo de bom para o pequeno-grande aniversariante. Um ano de vida! Nosso baby-Gabriel crescendo feito pé-de-feijão, esperto, simpático e mimoso que só vendo! Apoia a cabeça no peito do pai ou da mãe, sem deixar de sorrir, encabulado.

A festa foi linda, cheia de gente feliz e de comida gostosa, bolo, docinhos e balões coloridos. Teve cama-elástica, piscina de bolinhas, e vários bichos da floresta enfeitando o “Safári do Gabi”. O “pequeno dono da festa” e sua prima Maria, vestidos de guardas florestais, completaram toda a produção.

Foi uma comemoração e tanto! Aquele espaço enfeitado de alegria onde se podia sentir a vibração de amor gigante dos pais com aquele filho.

E o tempo voando, até parece que tem pressa.

A ideia de terem transcorrido 365 dias desde aquele 3 de julho de 2025, quando o Gabriel veio ao mundo, é incrível e, ao mesmo tempo, um pouco assustador. O tempo voa mais rápido quando já se é “sessenta mais”. Mal brindamos o Natal, já estamos na Páscoa, e é Natal de novo.

Parece que foi mês passado que peguei o pingo-de-gente nos meus braços, rostinho ainda amassado pelos nove meses na barriga da mãe… Agora, esse mesmo menino ensaia os primeiros passos, as primeiras sílabas, reconhece rostos e vozes.

Acompanhar uma criança e sua evolução trazem um recomeço para nós, porque uma nova história encantadora começa a fluir paralelamente à nossa própria história. Isso também traz renovação.

Renovação e festa.

Dizem que aniversários de primeiro ano de vida servem mais para satisfazer o pai e a mãe do bebê. Eu penso que não. Para mim, é comemorar aquela vida tão novinha, reunir gente que nos alegra, comer cachorro-quente e muito brigadeiro e deixar centenas de fotos registrando tudo. Com certeza, quando o baby Gabriel for um menino mais crescido, vai revisitar aquelas imagens e saber que foi muito amado, desde sempre.

E foi assim que voltamos renovados para casa. Cansados? Sim, mas com as lembranças do amor e alegria que embalaram aquela festa. Famílias reunidas, amigos e muita energia boa, positiva, para nos acompanhar nos próximos dias. E o retorno à rotina até parece novidade! (hahahaha, será?)

Foto de Isabel Cavalcanti Juchem

Isabel Cavalcanti Juchem

Sou publicitária e trabalhei como Produtora em agências de propaganda a maior parte da minha carreira.

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