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	<title>sobre envelhecer</title>
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	<description>Blog sobre envelhecimento</description>
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	<title>sobre envelhecer</title>
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		<title>Na balança das importâncias</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/na-balanca-das-importancias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 19:20:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>(agosto de 2024) Envelhecemos, todos os que avançam no tempo O tempo que encolhe e é ligeiro Não, ninguém pensa nisso o dia todo Nem todos os dias O pensamento chega imprevisto, sem aviso Um disparo, atropelo Encarar a própria finitude  A última temporada do seriado da nossa vida Atuar nos últimos capítulos Sabendo que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size">(agosto de 2024)</p>



<p style="font-size:16px"><br>Envelhecemos, todos os que avançam no tempo</p>



<p>O tempo que encolhe e é ligeiro</p>



<p>Não, ninguém pensa nisso o dia todo</p>



<p>Nem todos os dias</p>



<p>O pensamento chega imprevisto, sem aviso</p>



<p>Um disparo, atropelo</p>



<p></p>



<p>Encarar a própria finitude </p>



<p>A última temporada do seriado da nossa vida</p>



<p>Atuar nos últimos capítulos</p>



<p>Sabendo que o final está cada dia mais perto</p>



<p></p>



<p>Quando eu não estiver mais aqui, o mundo sem mim</p>



<p>Onde estarei? Como será se descolar dessa vida que conhecemos?</p>



<p>Será que dói? É quente ou frio? Lembrar de levar um casaquinho.</p>



<p>Para onde irá minha energia, as lembranças, sentimentos, inteligência</p>



<p>Será um blackout, um absoluto nada?</p>



<p></p>



<p>Imagino um sequência galáctica onde eu vôo</p>



<p>Reencontros e felicidade</p>



<p>Zero dor</p>



<p>Meu marido, meu amor</p>



<p>Companheiro nessas décadas finais</p>



<p>Vai ficar ou já terá ido?</p>



<p>Daí, vai me receber quando minha vez chegar?</p>



<p>Família, amigos, minha gata Mel, minhas plantas, minhas coisas</p>



<p>Tudo ficará para trás</p>



<p></p>



<p>Uma certeza: em 40 anos eu não estarei mais aqui, é fato</p>



<p>Pensamentos em trânsito</p>



<p>Eles vêm e vão</p>



<p>Melhor não pensar nisso</p>



<p></p>



<p>Envelhecer é legal, não tenha medo</p>



<p>É igual quando se é jovem &#8211; tem partes boas e partes ruins</p>



<p>Mas na velhice, tudo é pesado na &#8220;<strong>balança das importâncias</strong>&#8220;</p>



<p>Porque se o tempo é curto</p>



<p>Bora aproveitar&nbsp;</p>



<p>Sem desperdícios em “contra vontades”</p>



<p>Porque quando chegar a minha hora</p>



<p>Quero sair bem leve e elegante</p>



<p style="font-size:16px">tendo deixado boas lembranças nos meus que ficam.</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>O luto fica com a gente, para sempre.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/o-luto-fica-com-a-gente-para-sempre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 20:49:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tema do luto é recorrente para mim, desde a morte repentina da minha mãe, uma experiência que me marcou intensamente. Hoje, talvez por eu estar vivendo a última parte da minha própria vida, sinto como o tempo se escassa cada vez que uma morte acontece: fulano morreu aos 89 anos, aos 93, aos 77&#8230; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O tema do luto é recorrente para mim, desde a morte repentina da minha mãe, uma experiência que me marcou intensamente. Hoje, talvez por eu estar <strong>vivendo a última parte da minha própria vida, </strong>sinto como o tempo se escassa cada vez que uma morte acontece: fulano morreu aos 89 anos, aos 93, aos 77&#8230; Estou com 64 anos.</p>



<p>É uma mistura de <strong>curiosidade e pena</strong> por estar perto do final, um final que vai chegar para todos nós, mais cedo ou mais tarde. Eu espero que seja mais tarde! Mas, sendo logo ou não, eu gosto de pensar que haverá quem lamente a minha partida, que eu tenha conseguido deixar lembranças alegres, alguma <strong>sabedoria</strong>, uma receita de bolo gostoso que alguém vai repetir e lembrar que um dia eu existi.</p>



<p>Os lutos ocupam um espaço dentro de nós — o lugar das <strong>ausências definitivas </strong>que vivemos. É luto de pai, de mãe, irmãos, avós, tios, pessoas que amamos, amigos que tivemos e pessoas que admiramos. Alguns são mais dolorosos que outros, talvez pela forma como aconteceram, talvez pela vida que compartilhamos com a pessoa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Luto é conviver com uma ausência eterna</h2>



<p>Cada ausência eterna deixa um “<strong>pacotinho de luto</strong>” com a nossa dor e as memórias daquela vida – um pacotinho cheio e um vazio gigante. Os lutos não passam nem desaparecem, eles ficam guardados no nosso coração, no <em><strong>baú de saudades. </strong></em>Lá ficam as recordações do passado que não volta, mas que, às vezes, ressurge inesperadamente — numa música, numa cena, numa data especial, num cheiro, num lugar. Nessas horas, parece que a pessoa está ao nosso lado, nosso coração aquece. É uma sensação de instantes, e se vai.</p>



<p>Como envelhecer sem que a vida se transforme num peso, com lutos que se acumulam com o tempo? Desde a ausência mais dolorosa até a mais suave, precisamos <strong>encontrar uma forma de acomodar essas dores</strong> — as dores da saudade, da falta — para seguir em frente e ser feliz, viver de verdade e plenamente. Não sendo assim, os dias passarão vazios, e a vida será mecânica, uma repetição de dias sem emoção.</p>



<p>Foi assim que senti, há algum tempo, enquanto vivia o luto pela minha mãe. Ela faleceu cedo, aos 67 anos, uma morte repentina, o coração simplesmente parou. Eu tinha <strong>tantos planos, tanto para viver</strong> com ela, mas tudo acabou numa noite de julho, em 1997. Os primeiros dias foram confusos, <strong>uma agonia insuportável</strong>. Eu tentava desviar o pensamento, focar em algo que aliviasse a dor, que disfarçasse aquela realidade.</p>



<p>Agora, olhando para trás, acho que nesses dias <strong>é assim mesmo:</strong> pesado, doloroso, confuso. Afinal, como acomodar uma ausência definitiva, sem esperança de abraçar a pessoa mais uma vez, quando não existe passagem aérea que permita um reencontro, uma última chamada de vídeo, um telefonema? Nada. Nunca mais. Só memórias queridas. Ficam as fotos, os objetos, um cheiro nos armários e nas gavetas que logo vai desaparecer. Nesses dias, tem muita dor. O meu coração ardia, literalmente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como acomodar algo tão doloroso?</h2>



<p>A vida segue seu curso e nos leva junto. Os dias simplesmente acontecem, acordamos e estamos vivos. E nos perguntamos: como viver agora? Como ter vontade de qualquer coisa com um buraco tão grande dentro de nós? </p>



<p>Pois bem, eu penso que <strong>é preciso fazer uma escolha</strong>: que pessoa eu serei daqui para frente? Quem sou eu depois dessa experiência? Posso me deixar ficar nesse buraco de dor e viver uma vida pesada, triste e dolorida. Ficar presa no passado. Eu serei essa pessoa para sempre? Um fardo amargo para mim e todos ao meu redor, uma figura opaca circulando pela Terra? A outra opção, que não é fácil, é escolher continuar e se resgatar do desconsolo, se reconstruir a partir daí para <strong>retornar para a vida com vontade</strong>. Cada um vai estar pronto a seu tempo, mas é uma escolha pessoal continuar a vida e querer ser feliz de novo.</p>



<p>Aqui, é comum <strong>sentirmos culpa</strong>: culpa por estar vivo, por rir enquanto carregamos um luto recente. É normal e inevitável. Faz parte desse reinício, quando os nossos sentimentos começam a se <strong>reorganizar</strong> em novos lugares. Seguir em frente com a vida e deixar o luto guardado num lugar especial, mais um pacotinho de luto. Essa experiência exige vontade, é como caminhar contra uma ventania, com poeira nos olhos e passos incertos, mas vai melhorar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">No final das contas, a forma de lidar com o luto é uma escolha pessoal</h2>



<p>Enfim, em qualquer idade, viver um luto, a ausência definitiva de alguém que amamos, é <strong>um desafio doído. </strong>Mas as opções de escolha são as mesmas para todos: arrastar a tristeza consigo, para sempre, ou elaborar a perda, colocar ela no saquinho, deixá-la guardadinha no peito e <strong>seguir a vida feliz e contente</strong>. É possível e <strong>é uma escolha</strong>. Não podemos, nunca, perder o <strong>interesse pela nossa vida</strong> quando uma vida “se perder”, caso contrário, vamos terminar nossos dias vivendo o luto de nós mesmos. Bora viver!</p>



<h3 class="wp-block-heading">P.S: O luto do corpo jovem perdido</h3>



<p>Recentemente, conversando com uma amiga, nós reclamávamos da <strong>pele flácida nos braços e pernas</strong>, uma coisa natural que acontece quando o corpo envelhece. Mas essa transformação do corpo, a perda de elasticidade e sustentação da pele, as rugas, as manchinhas&#8230; tudo significa dar <strong>adeus à juventude</strong>, o que não deixa de ser um luto também, <strong>o luto do corpo jovem que não volta mais</strong>. É a despedida de uma imagem que foi nossa e, agora, se foi. Ainda bem que podemos nos manter jovens na vitalidade, curiosidade e vontade de viver!</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>Será que vai dar tempo?</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/sera-que-vai-dar-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 19:34:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que vai dar tempo? Me deparei com essa pergunta num post de uma querida amiga e ela dizia assim: “- Você também sente isso às vezes? Essa dúvida silenciosa&#8230; se vai dar tempo de viver tudo o que a gente sonha nessa vida?” Essa leitura foi como um flash estourando no meu rosto! Respondi: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Será que vai dar tempo? Me deparei com essa pergunta num post de uma querida amiga e ela dizia assim:</p>



<p>“- Você também sente isso às vezes? Essa dúvida silenciosa&#8230; se vai dar tempo de viver tudo o que a gente sonha nessa vida?”</p>



<p>Essa leitura foi como um flash estourando no meu rosto! Respondi:</p>



<p>“- Bah, sinto e muito! Depois de cruzar a linha dos 60, isso me toma sem aviso e dá uma baita ansiedade&#8230; daí é “voltar pro corpo” às custas de muita respiração consciente. Kkk”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quanto tempo é o suficiente para se viver?</h2>



<p>Quero poder passar mais tempo com os meus, escrever, fotografar, passear, conhecer pessoas e lugares, aprender mais&#8230; Existe uma quantidade suficiente de dias para se estar vivo? Por exemplo, eu poderia viver por mil anos, como uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Highlander">Highlander</a>, desde que tivesse saúde e autonomia para isso. A verdade é que não sabemos de nada e a única coisa que nós temos é o agora, esses instantes de vida pingando vida em nós. Uma hora dessas, pinga o último pingo e a gente já era&#8230; Mas, quando será o meu último pingo, será que vai dar tempo de fazer tudo que eu gostaria?</p>



<h2 class="wp-block-heading">A velocidade das mudanças nos atropela</h2>



<p>Eu existo do tempo analógico ao digital e carrego infinitas mudanças, de velocidade atropelante, que é difícil se manter à tona, nadando ou apenas flutuando. Como uma maré, as novidades vêm &#8211; com pausas breves &#8211; e espalham algo novo, de novo, sobre a gente.</p>



<p>Faço contas e sei que não estarei aqui daqui a alguns anos. É uma dura imposição do corpo. Uma imposição que vale para todo o mundo &#8211; um fato que nem todo o dinheiro do mundo pode modificar. Imagino que morri. Lamento o que não vou ver, lugares onde não vou estar, coisas que não poderei realizar com a gente que eu amo que seguirá por aqui. Penso no cotidiano acontecendo, a casa, minhas plantas, minhas coisas, a praia, dias de sol&#8230; meu amor e nossa gatinha vivendo. Sem mim.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Onde será que a gente vai parar quando tudo apaga?</h2>



<p>Como é esse voo de saída da vida? Onde será que a gente vai parar quando tudo apaga? Como dizia a Hebe Camargo, “não tenho medo de morrer, mas eu tenho uma peninha&#8230;” Eu também, Hebe! Viver é tão divino. Eu tenho é curiosidade com a morte porque eu penso que, talvez, ao morrer, a gente entenda o Tudo, o inexplicável da nossa existência. Mas isso só vou saber depois que o meu último pingo pingar.</p>



<p>O que eu sei é que nós somos parte da Natureza, e como tudo nela, tem um fim. Até a rocha mais imensa se desgasta com a água. O tempo de todos nós pinga devagar até que a caixa d’água seca. O tempo é precioso demais para a gente perder instantes de vida com o nada. Entre somas, subtrações, divisões e algumas multiplicações, eu sou feliz e vou seguir nessa “vibe” de felicidade por escolha própria. Porque se eu quiser ficar triste, conteúdo não falta.</p>



<p>Eu vou é tomar goles de coragem para atravessar o tempo que me resta, fazer a minha estrada ser florida e colorida, ensolarada, com notas musicais pipocando no ar. E, quem sabe, eu ainda consigo viver tudo o que eu sonhei nessa vida!</p>
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		<item>
		<title>Bora viver!</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/e-imperativo-gostar-de-si/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 23:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[amorproprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bora viver&#8221;! Tá na hora de viver a paz e a tranquilidade de não ter mais medo do que não se controla. Ser o que sempre se quis e estar em lugares escolhidos. Cada um vai ter os seus perrengues, suas dores físicas ou emocionais e contratempos. Mas isso é estar vivo e, então, podemos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>&#8220;Bora viver&#8221;! Tá na hora de viver a paz e a tranquilidade de não ter mais medo do que não se controla. Ser o que sempre se quis e <strong>estar em lugares escolhidos</strong>. Cada um vai ter os seus perrengues, suas dores físicas ou emocionais e contratempos. Mas isso é estar vivo e, então, podemos <strong>soltar as travas e viver.</strong> Escorrer pela vida em forma de cachoeira, sempre vertendo, jorrando, respingando, desenhando um caminho pela força da água &#8211; às vezes, até transbordando num lugar ou outro. Não se prendendo a <strong>nada além do acordo com a nossa felicidade.</strong></p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="600" src="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa.png" alt="pipa no céu" class="wp-image-1362 size-full" srcset="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa.png 800w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa-300x225.png 300w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Pipa-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p></p>
</div></div>



<h2 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-ad05590d089c6c755640356b636abee3">Se deixar levar caminhos imprevistos.</h2>



<p><strong>Voar longe e mais alto</strong>, sendo pipa colorida, lampejante, brincando de fugir do vento. Leve e sem medo, riscar o céu de trajetos não lineares, amigo dos ventos e suas lufadas imprevisíveis. Dar risadas no ar! <strong>Experimentar aquilo que sempre quis</strong>, ser outra, a que se arrisca para realizar um sonho.</p>



<p>Na velhice é preciso se gostar, se cuidar com carinho igual a gente trata quem amamos. Se mimar um pouco, ou muito. Nós já andamos tanto, merecemos, e sabemos melhor do que antes, onde vale a pena gastar o <strong>tempo e energia que é só nosso. </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f77202823a2c2b3d28a883da143d4dd1">Reencontrar a si mesma.</h2>



<p>Já passou muito tempo, e o tempo só se escassa. Como nunca antes, temos a oportunidade de <strong>nos priorizar e agir a nosso favor. </strong>Um reencontro com as vontades e os sonhos que nos esperam ansiosos pra acontecerem. Faz tempo! Romper os saquinhos dos medos, das proibições. Esquecer a falta de apoio, a falta de quem te empurrasse em ajuda ou te levasse pela mão<strong> &#8220;- vai, se joga!&#8221;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-1ef77ec81babbad6517f6ba5a71564a4">O que nunca realizou, mas sempre quis.</h2>



<p>A pergunta é: o que falta na tua vida, <strong>o que sempre sonhou fazer?</strong> Tantas vezes teve vontade e deixou passar, ficou pra trás porque &#8220;não era a hora certa&#8221;. Nunca era. Ou aquilo que brotou faz pouco, foi ontem, na forma de <strong>uma nova inspiração</strong>.</p>



<p><strong>Chega de adiar</strong> o alarme do relógio e deixar pra depois. É tempo de abrir as gavetas, portas e janelas, vasculhar nas <strong>caixas e bolsos </strong>do passado e abraçar os sonhos, <strong>perdoar  aquele medo </strong>que nos direcionou pra outros lados. Escrever, dançar, cantar, estudar, plantar, pintar!</p>



<p>Vai! Vamos? Vai ser bom. E <strong>a gente merece!</strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vida que expande e encolhe.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/vida-que-expande-e-encolhe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 19:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[idoso]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vida encolhe, a vida expande, encolhe e expandeExpansão e reduçãoInjusto paradoxoO tempo mais curto a cada instante Querer estar presente, viver além do tempo que restaQuando percebe, aconteceu com o tempo &#8211; o corpo degrada, gasta, fenece Chegam os 60 anos Revelações flutuam na superfícieO corpo em transição, uma dor aqui e ali &#8211; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A vida encolhe, a vida expande, encolhe e expande<br>Expansão e redução<br>Injusto paradoxo<br>O tempo mais curto a cada instante</p>



<p></p>



<p>Querer estar presente, viver além do tempo que resta<br>Quando percebe, aconteceu com o tempo &#8211; o corpo degrada, gasta, fenece</p>



<p></p>



<p>Chegam os 60 anos <br>Revelações flutuam na superfície<br>O corpo em transição, uma dor aqui e ali &#8211; e dores de quem está no infinito</p>



<p></p>



<p>Mudança de ângulo, novas perspectivas<br>Acreditar diferente e ser diferente<br>Desistir de uma ideia, abandonar crenças <br>Ah, as crenças limitantes! Adeus</p>



<p></p>



<p>Surpresas!<br>O que nos espera?<br>Vai doer? vai ser triste?<br>O corpo resiste e existe</p>



<p></p>



<p>O corpo persiste<br>Quem morre primeiro?<br>A mente ou o corpo?<br>O corpo segue a mente<br>Ou é vice-versa?</p>



<p></p>



<p>O tempo de cada um é mistério<br>A vida se cumpre<br>Larga ou estreita<br>Pedalando ou vegetando</p>



<p></p>



<p>Por qual razão uns vivem trevas? Outros não<br>Seria castigo, punição, azar?<br>Merecimento, teste?</p>



<p></p>



<p>Caminhar curioso e atento<br>Mudar espaços, trocar de vista<br>Ampliar-se<br>Sair do raso, explorar o fundo<br>Enquanto ainda vivos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pensamentos rabiscados.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/pensamentos-rabiscados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 23:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
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		<category><![CDATA[velhice]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estes são apenas pensamentos disparados em mim e passados para o papel. A gente vai guardando perdas pelos bolsos internos. Toda perda é um luto. De gente, de bichos, de tudo que deu errado também. Essa quantidade cresce e mais bolsos a gente costura com o tempo. Mais velha fico, mais lutos experimento. Cada luto nos marca, machuca, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estes são apenas pensamentos disparados em mim e passados para o papel.</p>



<p>A gente vai guardando perdas pelos bolsos internos. Toda perda é um luto. De gente, de bichos, de tudo que deu errado também. Essa quantidade cresce e mais bolsos a gente costura com o tempo. Mais velha fico, mais lutos experimento.</p>



<p>Cada luto nos marca, machuca, esgoela o coração. Dói! O luto bate como um bumbo. É um soco que tonteia e derruba. O coração arde, de verdade. Igual se a gente morresse junto, pedacinhos que se vão de nós.</p>



<p>§§§§§§§</p>



<p>Vida. Surpresas felizes, medo e sustos.</p>



<p>Céus ensolarados, nuvens escuras, muita chuva. Amores perdidos encontrados. Saudades daqui e dali. Paz e perigo. Vento e ventania.</p>



<p>A estrada que a vida entrega é de cada um. Ela é vista, sentida e apreciada &#8211; ou não &#8211; de múltiplas formas. Não tem certo ou errado. Só é. Do jeito que a gente consegue avançar.</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Amar também dói.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/amar-tambem-doi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 21:37:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[amar]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passar o tempo E não sentir medo Certezas inseguras O futuro no caminho Saúde Corpo frágil Mente estável Senso de valor intenso, imenso Tenso Fio delicado Bem costurado Une os dois corações Invisível e presente Duas partes é uma só Separar, uma dor intensa Amar também dói.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Passar o tempo</p>



<p>E não sentir medo</p>



<p>Certezas inseguras</p>



<p>O futuro no caminho</p>



<p></p>



<p>Saúde</p>



<p>Corpo frágil</p>



<p>Mente estável</p>



<p>Senso de valor intenso, imenso</p>



<p>Tenso</p>



<p></p>



<p>Fio delicado</p>



<p>Bem costurado</p>



<p>Une os dois corações</p>



<p>Invisível e presente</p>



<p></p>



<p>Duas partes é uma só</p>



<p>Separar, uma dor intensa</p>



<p>Amar também dói.</p>
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		<title>Morrer é o único nunca mais de verdade.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/morrer-e-o-unico-nunca-mais-de-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 14:23:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[morrer]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Morrer é o único “nunca mais” de verdade. Nunca mais vou estar em nada, com ninguém, lugar algum. Serei apenas uma personagem estampada em fotos e vídeos Armários esvaziados, pertences doados Serei recordações do passado sem futuro. Não estar mais aqui enquanto meus amores permanecem. Não estarei mais aqui, mas meus amores sim. Meu Jura, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Morrer é o único “nunca mais” de verdade.</p>



<p>Nunca mais vou estar em nada, com ninguém, lugar algum.</p>



<p>Serei apenas uma personagem estampada em fotos e vídeos</p>



<p>Armários esvaziados, pertences doados</p>



<p>Serei recordações do passado sem futuro.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-95f9c95c141441b3ff4765c766161e51">Não estar mais aqui enquanto meus amores permanecem.</h2>



<p>Não estarei mais aqui, mas meus amores sim.</p>



<p>Meu Jura, a Mel, minha família, amigos…</p>



<p>Como será a vida sem mim?</p>



<p>O apartamento sem mim</p>



<p>A praia sem mim</p>



<p>O Natal sem mim</p>



<p>A mesa do jantar sem mim, minha cadeira vazia</p>



<p>A viagem, os dias. Não estou mais. Nunca mais.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-36d0a39f6fe366e09d748b7293d6f383">Morrer é nunca mais um futuro.</h2>



<p>Morrer é nunca mais o futuro.</p>



<p>A ideia da morte me persegue de uns tempos prá cá.</p>



<p>Ela me espia por detrás da porta, salta do armário, brota no colchão.</p>



<p></p>



<p>Um pensamento indesejado que vai e volta. Pensamento iôiô.</p>



<p>Não quero me ocupar dele, mas, vez por outra, ele finca sua bandeirinha na minha cabeça. Que saco!</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-1a86fb9850550feb9290b8479423ab32">Tenho pena de não estar mais aqui e deixar tudo isso para trás.</h2>



<p>Tenho pena de não estar mais aqui. De ser uma ausência perpétua nos dias que seguirão sem mim, sem negociação.</p>



<p>Encontros da família, as caminhadas de mãos dadas com o Jura, me deitar com a Mel no peito, olhar pela janela, ver o jacarandá no parque tapado de flores. Me sentar à beira-mar, só escutar vento e ondas. Molhar a terra dos meus vasos, servir um prato no jantar. Risadas. Música!</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-66ceb26503cb299bd9d9eb3a33d8015c">Morrer é um fato. Ponto.</h2>



<p>Morrer é um fato sem negociação. Todos vamos. Um dia. Tenho dificuldade com isso.</p>



<p>Aos 63 anos, já aceitei que o tempo não para, mas eu tampouco. Quero sugar essa vida que eu ainda tenho, os anos que virão, com certeza. Ainda tenho tempo e ainda dá tempo para muito!</p>



<p>Hoje, me sinto árvore antiga no meio da mata. Já tomei um tanto de sol, ventos e chuva. Troquei as folhas mil vezes, perdi galhos de todos os tamanhos. </p>



<p>Sou uma das figueiras que vejo na beira da estrada, quando viajo para Santa Catarina (entre Maquiné e Terra de Areia, eu acho). Sempre que passo naquele trecho, contemplo aquelas árvores enormes espalhadas por ali, perto da Lagoa. Vejo imponência, vejo paz e intensidade. Me identifico com elas, ornadas pelas “barbas-de-pau&#8221;, e quase escuto suas vozes dizendo baixinho para o vento: &#8220;Queremos ficar!&#8221;</p>



<p>Eu também.</p>
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		<item>
		<title>O primeiro &#8220;senhora&#8221; a gente nunca esquece.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/o-primeiro-senhora-a-gente-nunca-esquece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2024 20:01:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[etarismo]]></category>
		<category><![CDATA[senhora]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia alguém nos chama de senhora e a gente sente que algo da nossa embalagem mudou. Ainda lembro da minha primeira vez, sendo atendida no balcão de um lugar. Aquele &#8220;senhora&#8221; me pegou desprevenida. Instantes confusos entre aceitar ou reclamar. &#8220;Oi? Tá falando comigo?&#8221; Desde esse dia, carrego comigo esse distintivo: &#8220;senhora&#8221;. Um distintivo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dia alguém nos chama de senhora e a gente sente que algo da nossa embalagem mudou. </p>



<p>Ainda lembro da minha primeira vez, sendo atendida no balcão de um lugar. Aquele &#8220;senhora&#8221; me pegou desprevenida. Instantes confusos entre aceitar ou reclamar. &#8220;Oi? Tá falando comigo?&#8221;</p>



<p>Desde esse dia, carrego comigo esse distintivo: &#8220;senhora&#8221;. Um distintivo que nos confere antiguidade e uma imensa transformação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A linha de vida é um tanto injusta.</h2>



<p>Chego a pensar que houve um erro no projeto da linha da vida humana. Justamente quando atingimos a maturidade e independência, carroceria e motor começam a desgastar numa ligeireza injusta.</p>



<p>A vontade de viver cruza a direção oposta da vitalidade do corpo. Na via expressa, se cruzam e abanam aflitas. Volta! Fica! São forças antagônicas. Na real, não deve ser erro, não. No dia que a gente &#8220;apagar&#8221;, quando desligarem a chave geral, saberemos. Ou não.</p>



<p>É preciso, eu preciso, saber pra entender a ligação de tudo isso. Um corpo degradando com um cérebro operante. Ou, um corpo operante com um cérebro degradado? Ou a terceira opção &#8211; corpo e cérebro operantes, degradando premiados pela generosidade do tempo que pegou leve, passou macio, respeitoso. Tudo envolto em brisa que sempre soprou sem trancos. Com sorte.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Nada nem ninguém pode prever</h2>



<p>Entramos no mundo rodeados de olhares carinhosos, votos de saúde e felicidade. Verdade é que daquele instante em diante, nada nem ninguém pode prever o que virá por aí. Não recebemos o roteiro da própria vida pra entrar em cena. Tudo é surpresa. Nem recebemos um &#8220;cardápio de vida&#8221; para escolher o que será entregue na nossa porta. Nada. Ninguém.</p>



<p>Podemos ser bem cuidados na infância, cruzar a juventude sem danos e ser adultos satisfatoriamente equilibrados. Adiante, a velhice estará lá. Seremos senhoras. O último trecho da maratona, aguardando a gente chegar. É nesse ponto que o corpo, mesmo cansado, vai nos dizer &#8211; &#8220;vem, vamos adiante, eu te levo!&#8221; Ou, se exausto demais, será amparado por mãos de ajuda, para ficar de pé. Vai saber&#8230;</p>



<h2 class="wp-block-heading">O antes, de alguma forma, prepara o depois. </h2>



<p>O antes, de alguma forma, prepara o depois, mas não é regra e nem é justo. O organismo desgasta por dentro sem se ver. Acontece sem sentirmos que acontece. Por fora, tudo bem. Então, o que fazer? Socorro. Senhora!</p>



<p>Vale dar cuidados ao corpo desde os tempos lá atrás, cuidar o que vai por dentro, alimentar a alma com música, flores e cores. Acreditar que será como sonhamos e que, dentro de nós, nossa química interna, a nossa eletricidade, vai continuar energizada, nosso corpo vai estar em amizade por dentro e por fora, nos dando a chance de viver muito e viver bem.</p>



<p>Senhora, eu te desejo saúde e sorte!</p>
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		<item>
		<title>Coleciono pores do sol.</title>
		<link>https://sobreenvelhecer.com.br/colecionando-pores-do-sol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Juchem]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 22:32:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre Envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[por do sol]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os instantes que antecedem o sol se esconder me hipnotizam. Cada pôr do sol é exclusivo, não tem repeteco. Um fechamento deslumbrante de mais um dia que acabou e não volta mais. Todos os dias, há expectativa de como o sol vai se deitar: suavemente, vibrante, incendiário, quase raivoso? Será um fogaréu no céu, ou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os instantes que antecedem o sol se esconder me hipnotizam. Cada pôr do sol é exclusivo, não tem repeteco. Um <strong>fechamento deslumbrante de mais um dia que acabou</strong> e não volta mais. Todos os dias, há expectativa de como o sol vai se deitar: suavemente, vibrante, incendiário, quase raivoso? Será um fogaréu no céu, ou um simples luzes apagadas em adeus ao dia?</p>



<p>No apartamento onde moro com meu marido, a gata Mel e o recém adotado &#8211; <em>doguinho </em>River, espiar as artes que o Sol desenha no céu é um ritual sagrado. É magnético! Pores de sol de verão, pores do sol de inverno, <strong>cada estação é um humor diferente.</strong> No verão, quando o sol se põe mais tarde, convido meu marido (que já chegou do trabalho) para vir até a janela &#8211; &#8220;olha isso! aprecia, amor!&#8221;. Comemoro comigo mesma &#8220;que bom que eu vi&#8221;!</p>



<p>Aos 60+, já presenciei incontáveis pores do sol, e faço coleção deles. A diferença, agora, procuro estar em <strong>completo estado de presença.</strong> Inundação de cores no céu, em formas surpresa! Ao final de tarde, sou sentinela na janela. E fotografo sempre. Quero guardar comigo a visão dessas obras únicas que o sol pendura e logo esconde. Quem viu, viu. O céu é galeria de artes efêmeras.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="800" height="600" src="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-3.png" alt="Pores do sol" class="wp-image-1281" style="width:470px;height:auto" srcset="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-3.png 800w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-3-300x225.png 300w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-3-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">São uma obra de arte!</figcaption></figure>



<p>Envelhecemos, consumindo dias, e o sentimento de que <strong>o tempo não para </strong>fica mais presente.<strong> </strong>Coisas que não ocupavam a nossa atenção, o que sempre esteve ali, já tem outro sentido. Por isso, faz algum tempo, coleciono pores do sol.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Assistindo o pôr do sol em estado de presença.</h2>



<p>Mais um dia acaba. Quantas partes desse dia eu estive presente, de verdade? É <strong>fácil ser empurrada pelo cotidiano</strong> &#8211; acorda, arruma a cama, toma café, lava roupas, estende, recolhe, guarda, cuida dos pets. Cozinha, lava a louça, seca e guarda. Senta no sofá, celular na mão, e as horas escorrem por ali. São 6 da tarde. É inverno e o por do sol já foi. E com ele se foi um dia sem conexão e sem presença. Fico chateada quando me dou conta que o dia foi consumido dentro de casa, que não olhei pela janela nem uma só vez, que não respirei fundo&#8230; Mas aí, já era.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="800" height="600" src="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-2.png" alt="Pores do sol na cidade" class="wp-image-1280" style="width:464px;height:auto" srcset="https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-2.png 800w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-2-300x225.png 300w, https://sobreenvelhecer.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Pores-do-Sol_selecao-2-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Incendiário ou sereno, sempre lindo de se ver.</figcaption></figure>



<p>Não se pode reviver um dia passado no &#8220;<em>modo avião</em>&#8220;, impossível resgatar aquelas horas. Adiante, o número de dias reduz, pingando igual torneira mal fechada. E a caixa esvazia. Essa é <strong>a sensação que tenho do envelhecer</strong>. É de onde, hoje, me vem a atenção às horas, ao dia que vai acabar, e não terá retorno. Então, que seja vivido com atenção e, quem sabe, até deixe boas memórias. No mínimo, de um pôr do sol lindo.</p>



<p>A sensação de algo escoando entre os dedos e que não se pode reter, me traz ansiedade. O tempo não para e <strong>tempo</strong> importa demais agora. Eu &#8220;tenho pressa de viver&#8221; como disse o Belchior, na canção Coração Selvagem:</p>



<pre class="wp-block-verse has-small-font-size"><em>"Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja<br>Não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja<br>Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo<br>Tenho pressa de viver..."<br><br></em>Essa música é de 1977. Eu tinha 16 anos nessa época. Lembro do Belchior cantando, mas nessa idade, eu não percebia o tanto de verdade que tem essas frases. </pre>



<h2 class="wp-block-heading">Quantos pores do sol ainda tenho?</h2>



<p><strong>Quantos pores do sol ainda vão me surpreender?</strong> Quantos dias ainda tenho? Ninguém sabe. Posso parecer melancólica. Mas assim eu vejo os dias &#8211; um presente entregue todas as manhãs! Que presente. Que chance de mil coisas. De coisas simples como dar atenção pro céu. Ou escutar os sons da cidade, alguma música, cuidar das plantas, conversar, ler o livro que inspira. Esperar pelo sol indo deitar só pra ver como vai ser. </p>



<p>Surpresa. Curiosidade. Expectativa. <strong>O que ele vai pintar hoje?</strong> Vai inundar a cidade suavemente, borrando a linha do horizonte em tons de rosa? Meio bagunça, meio beleza. Ou vai se deitar ardendo, incendiário, quase assustador? O sol é um artista talentoso e criativo.</p>



<p>Mais um dia termina e eu vou dormir e atravessar a noite. Amanhã, <strong>o meu presente diário </strong>vai ser entregue? Eu estarei viva? Espero que sim. Amém.</p>
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